24/09/2009

O Brasil precisa de menos achismo, mais cobrança e vergonha.

Martha Medeiros esse fim de semana levantou a questão sobre a falta de vergonha na cara de muitos brasileiros. Collor entra para Academia de Letras de Alagoas sem ter escrito livro. Um corredor de automobilismo provoca um acidente e perde o senso esportivo. O presidente do Senado é acusado de uma série de denúncias que são arquivadas. Será que não falta um pouco de negação? Simplesmente o indivíduo dizer “não, eu não vou ser antiético mesmo que tenha imunidade parlamentar”, “não, eu não vou arriscar a vida de alguém (e a minha) porque o todo poderoso dono de uma equipe quer.”, “não, eu não vou me corromper, mesmo que a lei seja morosa”.

Não falta lei no país, falta cobrança e medo de punição. Há uma mentalidade muito subdesenvolvida que vai além das debilidades econômicas. É dentro da cabeça e do coração do brasileiro que começa o nosso atraso. Quando chega a conta do IPVA, a maioria sensata das pessoas que precisam usar seu carro dá um jeito de pagar, por quê? Vai ser cobrada na próxima blitz. Esse auto-questionamento deveria servir para tudo! E fim ao achismo. “Olha, eu acho que vou dar ao meu empregado esse direito trabalhista aqui...”. Está ali na lei, mas as pessoas “acham” que vão fazer ou não.

Hoje, vi um estudante acabar de comer um sanduíche, jogar a caixa e o copo descartável bem aos seus pés na calçada com a maior naturalidade e na frente de todos. Não há vergonha. Não há vergonha do índice horripilante de analfabetismo, não há vergonha dos velhinhos deitados nos chão de hospital. Não há vergonha de só 7% da população com 25 anos ter ensino superior! Cada um desses desastres sociais começa em cada micro ato de permissividade do corpo social.

No texto anterior, eu falava da questão da Sasha escrever cena com S, por exemplo. Com 10 anos e a um passo da 5ª série, comete um erro ortográfico primário. Se ela tem esse “direito”, sim tem, quem nunca se atropelou com a nossa tão difícil língua? Todos nós! Agora temos nós mais velhos o dever de dizer para as crianças de 10 anos que “não, não devem falar/escrever errado”, “não, não devem jogar papel no chão”, “não, não devem desrespeitar os mais velhos”, “não, não podem burlar lei nenhuma, inclusive as gramaticais”. O problema não é o S em si, óbvio. O que quero aqui ressaltar é o comodismo com que os políticos e pais (!) tratam a educação sem a menor vergonha.

De repente, a criança faz dezoito anos e a mãe quer que ela se mude de casa, tenha um emprego e seja um ser humano de caráter. Assim, de uma hora para outra. Só que o caráter, a educação e o desenvolvimento intelectual começam lá, bem lá no primário, na aulinha de cena com c. Quando a titia diz para não bater no amiguinho. Damos muito pouca atenção para as crianças, achando que lhes dizer “deixa, é coisa de criança” faz bem.

Lá fora, no mundo “terrivelmente capitalista”, e desenvolvido, há presidentes como Barak Obama que abrem o ano letivo com um discurso que é de arrepiar o cabelo. Ele não dá chance para os pequenos de serem ruins, não deixa brecha para concessões. Sabe por quê? Ele precisa de engenheiros para o Vale do Silício. Ele precisa de agrônomos com MBA para triplicar a produção dos Belts. Ele precisa de economistas para Wall Street, ele precisa de gênios do cinema de Hollywood. E esses não nascem do dia para noite, não podem querer manter o país no topo chegando a metade de seu período colegial com notas medíocres. São muitos os idiotas nos EUA, na Europa e aqui. A diferença é que na busca pelos que vão se salvar da massa idiotizada, há mais cobrança, mais garra, mais ideal e menos “deixa disso”.

A Sasha tem berço de ouro, vai provavelmente estudar fora do país. Mas, o Pedro, a Maria, o Joãozinho que também trocam o C pelo S não serão nossos futuros empresários empreendedores, nem chegarão a terminar o ensino médio. E sabe o quanto ficaremos chocados? Nem um pouco. Choque? Choque é uma coisa que o brasileiro não sente mais, estamos totalmente anestesiados.
O Japão ficou em escombros depois da guerra, mas se ergueu e virou novamente uma potência, criando tecnologias de ponta invejáveis. Sabe por quê? Porque lá a criancinha que não estuda direito fica de castigo na escola no fim de semana, é cobrada ferrenhamente pelos pais.
Minha mãe, uma mulher muito sábia, me dizia quando eu era pequena energicamente: “não tem que querer não, tem que estudar e tirar 10, não aceito nenhuma desculpa!”. Hoje, com duas graduações, pronta para a pós, trabalhando em uma empresa que é uma gigante no seu ramo, eu chego todos os dias em casa e a abraço com muito carinho e agradecimento. Um dia eu não entendi porque ela não me perdoava quando eu tirava notas razoáveis e me olhava com muita decepção. A fórmula é simples: porque se ela me perdoasse, o mercado não perdoaria. O mundo aqui fora é de clãs de leões.
Entendi só agora porque ela estava certa por não aceitar nada menos que 10. Pois na hora de concorrer a uma vaga de gerência, não há tempo para reaprender, não há intervalo para reciclar, para consertar. Você tem que ser o resultado de um processo de longo prazo, que deve começar com acertos em cima de acertos. A empresa precisa dos medianos, dos medíocres? Sim, mas os cargos da cúpula estão para os que não aceitam nada menos que a excelência.
O Brasil não forma crianças que estão preparadas para a excelência, para competir e liderar. Por isso, somos subdesenvolvidos, pais com mente pequena criando filhos com mente menor ainda!
Não tenho pena da Sasha, ela é milionária, não terá que lutar aqui no meio dos leões anônimos. Pra mim ela é totalmente indiferente. Eu tenho pena é de uma geração inteira de mente pequena e analfabeta, tristemente atrasada.

Abaixo está um dos mais brilhantes discursos que já ouvi. Isso é o que se diz para as crianças dos países desenvolvidos sem peninha delas ficarem “magoadas”.


Barack Obama:

_ "Olá a todos. Como estão? Estou aqui com os estudantes do Colégio Wakefield, em Arlington, Virgínia. Estão conectados também estudantes de todo o país, do jardim de infância ao ensino médio. Estou feliz que todos vocês tenham conseguido se unir a nós hoje.

Eu sei que, para muitos, hoje é o primeiro dia na escola. E, para aqueles que estão no jardim, começando o ensino fundamental ou o ensino médio, é seu primeiro dia em uma escola nova, então é compreensível que estejam um pouco nervosos. Eu imagino que haja ainda veteranos se sentindo muito bem agora, já que falta só mais um ano. E, não importa qual seja sua série, alguns estão, provavelmente, torcendo para que ainda fosse verão e para que pudesse ter ficado na cama um pouquinho mais nessa manhã.
Eu conheço a sensação. Quando eu era jovem, minha família viveu na Indonésia por alguns anos, e minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde todas as crianças americanas estudavam. Então ela decidiu que me daria aulas extras, de segunda a sexta, às 4h30. Eu não ficava feliz de acordar tão cedo. Muitas vezes, eu dormia bem ali, em cima da mesa da cozinha. Mas, sempre que eu reclamava, minha mãe simplesmente me dava um daqueles olhares e dizia 'isso também não é nenhum piquenique pra mim, espertinho'.
Então, eu sei que alguns de vocês ainda estão se acostumando a voltar à escola. Mas estou aqui hoje porque tenho algo importante para discutir com vocês. Estou aqui porque eu quero falar com vocês sobre sua educação e sobre o que se espera de todos nesse ano letivo.
Eu já dei muitos discursos sobre educação. E eu já falei muito sobre responsabilidade. Eu falei sobre a responsabilidade de nossos professores em inspirá-los e em incentivá-los a aprender. Eu falei sobre a responsabilidade dos seus pais de garantir que vocês permaneçam na linha e façam suas tarefas e não gastem todas as horas de seus dias na frente da TV ou com o seu Xbox [um modelo de videogame].
Eu já falei muito sobre a responsabilidade do seu governo de estabelecer padrões altos, dar apoio a professores e diretores e se voltar para escolas que não estejam funcionando, onde os alunos não estejam recebendo as oportunidades que merecem.
Mas, no fim das contas, podemos ter os mais dedicados professores, os mais apoiadores pais e as melhores escolas do mundo e nada fará diferença a não ser que vocês cumpram com as suas responsabilidades. A não ser que vocês compareçam a essas escolas; prestem atenção nesses professores, ouçam seus pais, avós e outros adultos; e apresentam o trabalho duro necessário para terem sucesso.
E é nisso que eu quero focar: na responsabilidade que cada um de vocês têm sobre a sua educação. Eu quero começar com a responsabilidade que vocês têm sobre vocês mesmos. Todos vocês têm algo em que são bons. Todos vocês têm algo a oferecer. E vocês têm uma dívida consigo mesmos de descobrir o que é isso. Essa é a oportunidade que a educação dá.
Talvez você possa ser um bom escritor --talvez até bom o suficiente para escrever um livro ou artigos em um jornal--, mas você pode não descobrir isso até escrever um trabalho para sua aula de inglês. Talvez você possa ser o próximo inovador, ou um inventor --talvez até bom o suficiente para inventar o próximo iPhone ou um novo remédio ou vacina-- mas você pode não descobrir isso até fazer um projeto para sua aula de ciências. Talvez você possa ser um prefeito, um senador ou um juiz da Suprema Corte, mas você pode não descobrir até entrar em uma organização estudantil ou um time de debates.
E não importa o que você queira fazer com a sua vida --eu garanto que você vai precisar de educação. Quer ser um médico, um professor, um policial? Quer ser enfermeiro, arquiteto, advogado ou militar? Você vai precisar de uma boa educação para todas essas carreiras. Você não pode deixar da escola e cair em um bom emprego. Você precisa trabalhar para isso, treinar e aprender.
E isso não é importante só para a sua vida e o seu futuro. O que você faz com sua educação decidirá nada menos que o futuro desse país. O que você está aprendendo na escola hoje irá determinar se nós, como nação, poderemos enfrentar nossos maiores desafios no futuro.
Você vai precisar do conhecimento e da habilidade de resolver problemas que você aprende em ciências e em matemática para curar doenças como o câncer e a Aids, para desenvolver novas tecnologias de energia e para proteger nosso ambiente. Você vai precisar das ideias e do pensamento crítico que ganha com história e estudos sociais para combater a pobreza e a miséria, crime e discriminação, e fazer nossa nação mais justa e mais livre. Você vai precisar da criatividade e inventividade que você desenvolve em todas as suas aulas para abrir novas empresas que criação nossos empregos e impulsionarão nossa economia.
Nós precisamos que cada um de vocês desenvolve seus talentos, habilidades e intelecto para que vocês ajudem a resolver nossos problemas mais difíceis. Se vocês não fizerem isso, se vocês saírem da escola, vocês não desistem apenas de si mesmos, mas do nosso país.
Eu sei que nem sempre é fácil ir bem na escola. Eu sei que muitos de vocês têm desafios em suas vidas pessoais que podem dificultar o foco nas tarefas. Eu entendo. Eu sei como é isso. Meu pai deixou a minha família quando eu tinha 2 anos, e fui criado por uma mãe solteira que, às vezes, sofria para pagar as contas e nem sempre podia dar as coisas que outras crianças tinham. Houve épocas em que eu senti falta de ter um pai na minha vida. Houve épocas em que eu me sentia solitário e desajustado.
Então, nem sempre eu estive tão focado quanto deveria. Eu fiz algumas coisas das quais eu não me orgulho, e tive mais problemas do que deveria. E minha vida podia ter, facilmente, ido pelo pior caminho. Mas eu tive sorte. Eu tive muitas segundas chances e tive a oportunidade de ir para a faculdade e para o curso de direito, e seguir meus sonhos. Minha mulher, nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida. Nenhum dos nossos pais tinham ido à faculdade, e eles não tinham muito. Mas eles trabalharam duro, e ela trabalhou duro e frequentou as melhores escolas desse país.
Alguns de vocês podem não ter essas vantagens. Talvez vocês não tenham adultos em suas vidas que deem o apoio de que precisam. Talvez alguém na sua família perdeu o emprego e não há dinheiro. Talvez vocês vivam em uma vizinhança onde não se sentem seguros ou tenham amigos que os pressionam a fazer coisas que não são certas.
Mas, no fim das contas, as circunstâncias da sua vida --como vocês é, de onde você veio, quanto dinheiro você tem, o que acontece na sua casa-- não são desculpa para negligenciar suas tarefas de casa ou ter um mau comportamento. Não há desculpa para responder ao seu professor, para matar aulas, para deixar a escola. Não há desculpa para não tentar.
Onde você está agora não precisa determinar onde você vai acabar. Ninguém escreveu seu destino pra você. Aqui na América você escreve o seu destino. Você faz o seu futuro. É isso que jovens como vocês estão fazendo todos os dias, em todo o país.
Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Jazmin não falava inglês quando ela chegou à escola. Quase ninguém da cidade dela foi à faculdade, e os pais dela também não. Mas ela trabalhou duro, tirou boas notas, ganhou uma bolsa na Universidade Brown, e está agora na faculdade, estudando saúde pública, em vias de se tornar a Dra. Jazmin Perez.
Estou pensando em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que luta contra um câncer no cérebro desde os 3. Ele passou por todo tipo de tratamento e cirurgia, e um deles atingiu sua memória, então ele levava muito mais tempo --centenas de horas extras-- para fazer as lições de casa. Mas ele nunca se sentiu mal, e está indo para a faculdade neste outono.
E há ainda Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, em Illinois. Mesmo passando de um abrigo para outro nas piores vizinhanças, ela conseguiu um emprego no centro de saúde da comunidade; iniciou um programa para manter os jovens longe das gangues; e agora está a caminho de concluir o ensino médio com mérito e passar à faculdade.
Jazmin, Andoni e Shantell não são diferentes de nenhum de vocês; Eles enfrentaram desafios em suas vidas, assim como vocês. Só que eles se recusaram a desistir. Eles assumiram toda a responsabilidade por sua própria educação e estabeleceram metas. E eu espero que todos vocês façam o mesmo.
É por isso que, hoje, estou pedindo que cada um de vocês estabeleça suas próprias metas de educação e faça tudo que puder para alcançá-las. Sua meta pode ser simples como fazer sua tarefa e prestar atenção na aula ou reservar um pedaço do dia para ler um livro. Talvez você decida se envolver em uma atividade extracurricular ou ser voluntário em sua comunidade. Talvez você decida defender crianças que estão sendo provocadas ou agredidas por causa daquilo que são ou de suas aparências porque você, como eu, acredita que toda criança merece um ambiente seguro para estudar e aprender. Talvez você decida cuidar melhor de si para ficar mais pronto a aprender.
E, nesse sentido, espero que todos lavem muito as mãos e fiquem em casa quando não estiverem se sentindo bem, para evitar que as pessoas peguem gripe neste outono e inverno.
O que quer que decida fazer, eu quero que você se comprometa. Quero que você realmente trabalhe nisso. Eu sei que, às vezes, você acha, pela TV, que pode ser rico e bem-sucedido sem trabalhar duro --que seu passaporte para o sucesso é ser cantor de rap ou estrela de basquete ou de um reality show quando a probabilidade é que você nunca seja nada disso.
A verdade é que ser bem-sucedido é difícil. Você não vai gostar de todas as disciplinas que estudar. Você não vai se apegar a todos os professores. Nem todas as tarefas vão parecer relevantes para sua vida nesse minuto. E você não vai, necessariamente, se dar bem em tudo da primeira vez que tentar.
Tudo bem. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são aquelas que tiveram mais fracassos. O primeiro 'Harry Potter' de JK Rowling foi rejeitado 12 vezes antes de ser finalmente publicado. Michael Jordan foi cortado do time de basquete de sua escola e perdeu centenas de jogos e errou milhares de lançamentos durante a carreira. Uma vez ele disse: 'Eu falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E por isso eu venci.'
Essas pessoas venceram porque elas entendem que você não pode deixar seus fracassos definirem quem você é --você precisa é deixar que eles te ensinem. Você precisa deixar que eles te ensinem o que fazer diferente da próxima vez. Se você se meter em confusão, não significa que você seja um arruaceiro, mas que precisa se esforçar mais para se comportar. Se você tirar uma nota ruim, não significa que seja burro, mas que precisa estudar mais.
Ninguém nasce sendo bom nas coisas. Você fica bom trabalhando muito. Você não é um atleta da primeira vez que joga um esporte novo. Você não acerta todos os tons da primeira vez em que canta uma música. Você precisa treinar. É o mesmo na escola. Você pode ter que resolver um problema de matemática algumas vezes antes de acertar, ou ler algumas vezes antes de entender, ou fazer alguns rascunhos em um papel antes de ter algo bom o suficiente para apresentar.
Não tenha medo de fazer perguntas. Não tenha medo de pedir ajuda quando precisar. Eu faço isso todos os dias. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, é sinal de força. Mostra que você tem a coragem de admitir que não sabe de algo e de aprender uma coisa nova. Encontre um adulto em quem confie --um pai, um avô ou um professor, um treinador ou um conselheiro-- e peça a eles para te ajudar a continuar na linha e alcançar suas metas.
E mesmo quando você estiver sofrendo, mesmo quando estiver desencorajado, quando sentir que os outros desistiram de você --não desista de você mesmo. Por que quando você desiste de você mesmo, você desiste do seu país.
A história da América não tem pessoas que desistiram quando as coisas se complicaram, mas sim pessoas que continuaram, que tentaram com mais empenho, que amaram o país tanto que não podiam fazer menos do que o melhor.
É a história de estudantes que sentaram onde vocês se sentam, há 250 anos, e enfrentaram uma revolução e fundaram essa nação. Estudantes que sentaram onde vocês se sentam, há 75 anos, e superaram a Grande Depressão e ganharam a guerra mundial; que lutaram pelos direitos civis e puseram o homem na lua. Estudantes que sentaram onde vocês se sentam, há 20 anos, e fundaram o Google, o Twitter e o Facebook e mudaram o modo como nos comunicamos uns com os outros.
Então, hoje, eu quero perguntar a vocês, qual será sua contribuição? Quais problemas você vai resolver? Quais descobertas você vai fazer? O que um presidente que estará aqui em 20 ou 50 anos falará sobre o que vocês fizeram por esse país?
Suas famílias, seus professores e eu faremos tudo que pudermos para assegurar que vocês tenham a educação de que precisam para responder essas perguntas. Eu estou trabalhando duro para consertar suas salas de aulas e comprar os livros, equipamentos e computadores de que precisam para aprender.
Mas vocês têm que fazer sua parte também. Então espero que vocês levem a sério este ano. Espero que vocês deem o melhor de si em tudo que fizerem. Espero coisas grandes de cada um de vocês. Não nos decepcionem --não decepcionem a sua família, o seu país nem você. Façam com que todos fiquem orgulhosos. Eu sei que vocês podem.”

FIM.

É exatamente isso que direi aos filhos que vou ter: "Você tem direito de errar e pode contar comigo, mas não permito que não tente ser excelente, porque você pode e o país precisa dos melhores, seja o melhor que alcançar!"

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