28/04/2009

Quantos dias mais

Nós não morremos quando morremos. Morremos quando todos aqueles que se lembram de nós morrem. E, assim, caímos no esquecimento eterno. Pior, bem pior que virar pó, é não ser mais fonte de referência para ninguém. Aquiles sabia disso e preferiu morrer para virar história. Um herói ninguém esquece, como não esqueceremos Mozart, Freud, Picasso, Shakespeare, Madre Tereza, Santo Agostinho etc. Agora nós, os anônimos, quanto tempo duraremos? Mais de um século? Qual será nosso último dia?

A resposta disso está nas ações de hoje. As pessoas correm para pegar o ônibus, correm para a próxima promoção, correm para entregar o projeto, correm. A vida não é aquilo que está passando, é o que está ficando. Quando chegamos aos 50, percebemos que ainda há um pouco de tempo, mas que bastante dele não usamos, não como deveríamos. O tempo não está sobre nós, ele é preenchido com o que queremos. Porém, infelizmente, colocamos prioridades como leis e achamos que são insuperáveis. Quantos beijos em quem amamos deixamos de dar antes de dormir porque faltava só aquele último capítulo do trabalho que digitamos no computador?

Meus amigos, meus colegas, meu ciclo social de influência... o quanto dependem de mim? Acho que devo trabalhar mais pela minha eternidade, quão mais longe conseguir fazê-la chegar.

O texto hoje é breve, mas o desejo é de fazer a minha vida bem mais longa.

Beijos. Li Mendi.

**Perdoem pela fraqueza, mas preciso correr, um trabalho espera... Porém, antes passei para dizer-lhes obrigada pela atenção, pelo afeto, pela visita silenciosa.


Fonte= Imagem

2 comentários:

Henrique disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
henrique disse...

Só pra sizer que passei por aqui ;~