09/10/2008

Trabalhando-se

O ambiente de trabalho somos nós que fazemos. Mas, não é possível fazê-lo sozinhos. Por isso, quanto mais você se esforçar para torná-lo bom, na mesma proporção vem uma onda para te esfolar a cara na areia! A guerra dos egos pode deixar muitas células da juventude em baixa. É preciso ter um ponto de equilíbrio. Há quem coma todos os biscoitos da gaveta, coloque os fones de ouvido, fume um cigarro, bata na mesa. Procuro respirar fundo e dizer para mim mesma que apesar do volume de tarefas, eu tenho que enxergar isso como uma parte fora de mim. Se não atinjo o objetivo, não significa que sou incapaz, mas que dependo de outros fatores e pessoas. Não adianta alimentar ódios e rancores. Existem seres humanos do outro lado do computador vizinho. Ver o mundo em terceira pessoa por alguns segundos nos faz ser mais profissionais e menos pessoais. A mais difícil de todas as tarefas: ser racional sempre.

Dizem que temos que trabalhar com o coração. Aprendo cada dia que o coração só serve para bombear o sangue. É o cérebro que deve ordenar o menor risco no papel, o mais simples e-mail. Qualquer palavra, qualquer atitude, tudo pode ser um passo para o abismo. Somos nós que construímos e destruímos nossas próprias carreiras. A diferença é que mil Jobs bem feitos não sustentam um pequeno deslise. É por ele que vamos ser lembrados como folclore. Os erros devem virar pequenos papéis adesivos colados na memória para não reincidir. E sabe o que é pior em fazer o que é certo? É que isso pode custar amizades.

Não há como ensinar a trabalhar. A faculdade ensina a girar o parafuso, não nos coloca diante da esteira. Conviver em um ambiente assim é a própria lição diária. Não há tribunal do júri para picuinhas laborais, mas você parece ser promotor e advogado de defesa a cada segundo. Não dá para ganhar sempre, mas toda burrada tem muito a nos ensinar. O proveito dependerá da nossa auto-estima de guardar com humildade as regras de ouro. Quem se acha o melhor sofre mais.

Não discutir demais é vital. Nada de somatizar. Mais objetividade e mais trabalho diminuem bastante a chance de fazer burradas. Mas, diz aí se algum dia já não teve vontade de ter um ataque de nervos como esse?

Li Mendi

3 comentários:

Aninha Barreto disse...

hehehehe!!! como esse nunca!!! Se tivesse seria demissão por justa causa!!!rsrrsrs!!!

luana disse...

Ohhh várias vezes!!! rs rs ,afinal somos humanos.
Só que agora Graças a Deus estou em um lugar maravilhoso, com um chefe tranquilo...
Eliane estou sempre por aqui lendo seus textos.
Beijocas enormes

luana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.