05/06/2008

O personagem de nosso eu

Todo ator responde aquela pergunta clichê: “É... As pessoas, às vezes me confundem com o meu personagem”. Nem precisa ser ator para provar dessa experiência. Quem diz ser totalmente transparente talvez seja, na verdade, pouco sincero consigo mesmo. Trocamos de máscaras como que escolhe interfaces no computador para melhor entender a lógica dos comandos da realidade. Há horas que fazer cara de vilão coloca banca; tem vezes que a mocinha consegue mais coisa; noutras eles querem a bandida... Não importa, uma essência existe lá no fundo e essa você só mostra para quem escolhe.

Não podemos (e acabamos) deixando de fazer as coisas, porque nos acostumamos em ser o personagem e achamos que as pessoas não nos aceitarão como diferente. Já lhe aconteceu de “não ter a roupa ideal para aquela festa”, “a bolsa descolada”, “o sapato combinante” e pensou: “Hum... Não vou porque os astros não estão alinhados com a lua. Mentira, está morrendo de medo de parecer “out” e ser julgada. Eu posso ser a única, (será?), mas confesso que já perdi muitas oportunidades na vida por causa disso. Festas, viagens, saídas... Tudo porque sempre faltava algo para montar o “figurino” do personagem.

Hoje, eu estou aprendendo “a chutar mais o pau da barraca”. Ok, uma jornalista poderia ter usado uma expressão melhor. Não é porque virei estudante de publicidade que vou cair para o fútil, mas tenho que exemplificar. Hoje, eu tinha uma entrevista de estágio à tarde e também uma edição de comercial de manhã. Precisava levar muita coisa para a faculdade e nada para a entrevista. Como uma bolsa grande e pequena ao mesmo tempo não inventaram ainda, peguei uma meio nada a ver com minha roupa, joguei tudo dentro. Relaxei, fiz uma ótima maquiagem, arrumei o cabelo e saí toda serelepe e faceira.

Na quinta cantada, (esse post não é para me gabar, é só consternação mesmo!), eu comecei a pensar: “Essa roupa deve estar do lado do avesso ou rasgada!”. Um carro buzinou e o cara colocou a cabeça para fora: “Gostosa, não lembra de mim não?”. Olhei para os lados: “Ãnh? Who?”. Rsrs.

Enfim, minha vida anda muito corrida, emendando uma entrevista de estágio em outra, faltando a faculdade, dormindo pouco, comendo pouco (oba, emagrece rs), beijando o suficiente para ser feliz, rs, saindo, mó loucura gostosa. Ah! Já estou produzindo livro novo. Vou correr gente. Beijo na testa!

Fonte: Imagem

Li Mendi.

Um comentário:

taíza_better disse...

Oiee Li!!
Amei o post, o impossível é agnt ñ gostar, vc sempre escreve o q eu preciso ler nos momentos da minha vida!!
Admito q eu tbm jah perdi mtas festas, passeios , viagens, pq ñ tinha a roupa combinando, mas tbm jah to aprendendo a dxar isso de lado, ateh msmo pq hj em dia o q antes era visto como "cafona", na indústria da moda, estah em alta!!
Mas eh assim msmo, agnt ñ pod se deixar abater, pq a vida tah acontecendo e um obstáculo ñ deve ser motivo pra desistência da vitória... afinal, a persistência eh a alma da realização!!!
BjOks, jah estava cm saudades de vcs, do blogg... Amo seu trabalho!!!