26/12/2007

Tão perto da natureza

Corríamos pela belíssima trilha florida e repleta de coqueiros, às margens do rio que fica em frente ao meu apartamento, quando parei meu namorado pelo braço.

_Que é aquilo lá na frente? Um cachorro de rua?_ perguntei, intrigada.

Cerramos os olhos para ver se enxergávamos melhor na noite de lua cheia.

_É uma pedra. Vamos dar meia volta e correr até o final da pista de novo?_ propôs.

Eu não me contentei com aquela explicação geológica. Se fosse pedra, seria um aerolito do Chapolim, porque ela se mexia!

_É um porco! _ franzi a testa.

_Um porco, Li? Aqui? _ meu namorado riu, secando o suor da testa com a camisa.

O bicho se levantou e atravessou a trilha, entrou para o meio do mato, entre as árvores.

_Caramba! Será que é o que eu estou pensando? _ ele caminhou na frente, me deixando para trás.

Que ótimo, agora ele sabia o que era aquele ANI (animal não identificado) e iria fazer o reconhecimento.

_Você não vem?_olhou para trás e eu balancei a cabeça em negativa.

_Vemmm... _ me puxou pela mão e eu inclinei meu corpo para trás, grudei as travas do tênis no chão.

_Não, por favor, não, eu tenho medo.

_Deixa de ser boba! _ arrastou-me. _ Você terá o prazer e privilégio de ver um animal do Pantanal que mora na sua rua.

A idéia de ter o privilégio de ver algo exótico foi um bom estímulo psicológico, mas na verdade sua mão forte conseguiu me levar até lá com mais sucesso que seus argumentos.

Parei diante do porco, bom que parecia um porco de longe parecia...

_É uma capivara! _ ele me apresentou, exultante.

_E tem filhotes! _ eu apontei para frente.

As duas capivarinhas se alimentavam da relva e duas capivaras de cerca de 30 quilos e um metro de comprimento as vigiavam. A grande capivara próxima a nós mastigava o mato sem tirar os olhos de nossos movimentos.

_Viu? É mansinha. _ meu namorado me abraçou.

Ficamos ouvindo os grilos e apreciando silenciosamente a natureza. Que grande surpresa tê-las ali tão perto.

Segundo o segurança do apartamento, elas passam meses escondidas e foi muita sorte nossa chegar tão perto dos filhotes.

Aquele fora um dia tão “in natura”. Passamos a tarde na praia e vimos o pôr-do-sol abraçadinhos, caminhamos com os pés sendo cobertos pelas ondas do mar e, por fim, decidimos voltar para o apartamento. Calçamos o tênis e fomos correr na trilha.

Estou amando muito morar em meio a natureza belíssima. Infelizmente estou sem internet, telefone e tv a cabo. Mas meu tempo está sendo preenchido da melhor maneira possível: trabalhando e passeando com meu amor! Estou absurdamente feliz!

Agora, especificamente, estou no apartamento do meu namorado, em seu laptop. Da sua janela vejo a mata fechada. Seu apê fica encrustado dentro de uma zona de floresta no recanto do litoral do Rio de Janeiro. Os macaquinhos chegam aqui perto e comem banana na minha mão.

A vida vale a pena por isso, por esses momentos em que estamos com aqueles que nos amam e nos dão valor. Eu sou afortunada por ter uma vida tão valiosa.

Fonte= Imagem

Li

Um comentário:

Deisinha Rocha disse...

hahaha

tentando imaginar tua carinha de medo...

rsrs

bjOo ni vcs...


http://dropsdemim.blogspot.com/