07/11/2007

Fábrica de ídolos
A ação de marketing alavanca carreiras de ídolos

Celebridade para mim não é quem aparece em capa de revista ou sai do Big Brother, já dizia um professor da faculdade de comunicação. Segundo o grande mestre, era Celebridade quem realmente tinha algo de genuíno a mostrar, possuía um dom que os destacava do resto da humanidade.

Mas a indústria fonográfica não está preocupada com singularidade, tornou-se uma fábrica de ídolos e, na sua sintonia, os homo débilis se regozijam em meio à fugacidade da carreira de cada boy ou girl band.

A Sex era uma butique de roupas londrinas que se baseava no figurino dos roqueiros dos anos 50. Foi dali que surgiu o movimento punk com os Sex Pitols, em 1975. Depois a dupla Rob Pilatus e Fabrice Morvan ganharam o Grammy de 1990 e venderam 30 milhões de cópias, embalada por “Girl you know it’s true”; a verdade é que os dois não passavam de marionete de seu produtor alemão Frank Farlan.
Aí a televisão embarcou na crista da onda do “Faça você mesmo seu ídolo” e, em 1966, permitiu a gênese dos Monkees a partir do seriado de TV da NBC. O grupo que era dublado por músicos acabou nos palcos e fez frente no rock britânico.

Estes casos servem para ilustrar que não é tendência tupiniquim a fabricação de estrelas com luz artificial, movida a geradores financeiros.

Se eles podem ter Backstreet Boys, Five, N’Sync, as nossas gravadores podem inventar a versão brasileira, de preferência que tenha o mesmo impacto sobre o público como tiveram os Menudos e seus genéricos, Polegar e Dominó. Não faz alguns meses o anúncio no SBT chamava: “Se inscreva para fazer parte do novo grupo Dominó, você não precisa saber cantar, você não precisa saber atuar, você não precisa saber dançar”. Lendo na tecla SAP do afã marketeiro: “Tenha um rostinho bonito e televisivo e esteja disposto a fazer alguns rápidos cursos”.



A única intenção hoje é vender, pegar um filão e colocá-lo dentro da receita palatável para toda a massa. Quer fazer uma banda pop? Coloque alguns rapazes bonitos e rebolativos com um repertório de músicas cheias de efeitos eletrônicas, um toque romântico e rebelde (Sem trocadilhos com Rebelde, se bem que a banda entra no enfoque da discussão) e vista-os com um bom figurino. O estilo é axé? Junte uma morena e uma loira vestidas de micro shorts e dê-lhes canções de refrões fáceis, com um quê de samba-raggae e afoxé, ah, não esqueça de pegar pesado na percussão e teclados.

Quem faz Spice Girls (1994) lá por Londres pode também colocar no palco Rouge aqui, pensaram os produtores. Opa, você nem lembrava mais que elas existiram? Como não, o refrão era tão significativo: “Aserehe ra de re de Hebe tu de hebere seibiunouba mahabi na de bugui na de buididipi”. Se o time está ganhando, não se mexe, mas quem sabe mudar para a versão masculina: “Com vocês os... Brothers. Ih, também caiu no esquecimento?

Britney SpearsA canadense de calça larga e gravata Avril Lavigne (25 milhões de discos vendidos), a lourinha equatoriana Christina Aguilera e Britney Spears e a dupla russa Julia Volkova e Lena Katina têm em comum o mesmo princípio da rebeldia. Abaixo a qualquer moralismo e um viva a liberdade... Mas que liberdade se fala? A canção Dirty de Aguilera explica: “Vamos nos sujar, esta é a minha onda, preciso disso para decolar, suar até que minhas roupas caiam”. Isso mesmo, se der tempo de pousar em um revista masculina e comprar o próprio apartamento, já valeu o sacrifício para muitas pseudo artistas.

Os fãs não estão preocupadas com o ineditismo, ou qualquer blablá acadêmico sobre a profundidade e ideologia das letras das músicas. Só querem ouvir em paz seus mp3/4 e ipods em um som bem alto, tão alto que não os permitam prestar atenção no que acontece por aí, no Senado, na favela, no Amazonas e no Cerrado.

A fábrica de ídolos é apolítica, amoral. It’s just business.

Antes que arrebentem minha cabeça com pedradas, dou minha opinião. Eu gosto de ouvir e dançar ao som das batidas que vos falo aí em cima. Me divirto, esqueço o mundo, é um estágio meio anestésico, diante da realidade estressante. Mas sinto muita falta, porém, quando quero ouvir uma música com letras que se faziam antigamente e nisso tenho muita inveja da geração passada.

Estou escrevendo um romance agora e vivo procurando canções para a trilha sonora. Há vezes em que levo mais tempo em busca de uma música que para escrever o capítulo.

Fonte das Imagens: Sex Pitols, Backstreet Boys, Spice Girls, Britney Spears.


(Fonte de dados: O Globo Online e Jornal do Brasil)


P.s: Uau, faltam só 2 semanas e meia para o grande baile e eu não comprei nada. Espero que consiga arranjar tudo semana que vem! Enquanto isso, estou feliz por ter descoberto mais dois ótimos livros para minha monografia! Eu sei que tenho que fechar em menos de dez dias, mas vou conseguir incluir as novas idéias que estão surgindo rs! Agora, estou focando no meu novo seriado Fonte do Amor, que espero que faça sucesso entre as leitoras. Já percebi que parte do público sumiu. Foi um risco que assumi ao não tratar mais da mesma temática dos anteriores. Toda escolha implica perdas. Vamos nessa! Ah! Acho que vou cortar meu cabelo para o dia do baile, ele está na metade das costas. Meu namorado gosta dele grande. Mas eu acho que o comprimento está me deixando com cara de velha. E aí? Corto ou não, gente?

Li Mendi

3 comentários:

Deisinha Rocha disse...

é isso aí, Li...
abra a boca e fale mesmo...
tbm sinto falta das boas músicas... dos bons artistas... acho q hj o mundo tá sensual demais pro meu gosto e nada além de uma aparência lindíssima de causar inveja vale mais...

vai na fé q eu sei q vc consegue se arrumar e ficar lindérrima pro baile...

vai na fé q eu sei q a monografia vai arrasar e te fazer ficar feliz pelo sucesso...

vai na fé e corta o cabelo - se bem q eu sou totalmente suspeita pra falar disso... já mudei, pintei, cortei o cabelo tantas vezes sem medo de ousar... mas cabelo comprido envelhece mesmo...
faz seguinte, corta, mas não o deixe em cumprimento curto... ou então dê um novo corte a ele, dakeles ke te deixa jovem mas continua compriodo...

ah, sei lá, Li...
definitivamente, não sou boa pra isso...

e qnto ao seriado...
tem eu aki, firme e forte como sempreeee...

bjOo ni vc, mana...

Ana Carolina disse...

Concordo Li...par dançar eu danço tudo, desde funk, eletrônica, passando por axé e qq outra coisa que ajude a sacudir o esqueleto!Mas se vc sentar para ouvir uam voz e violão, nada como músicas de chico, caetano, elis regina, nara leão, gonzaginha...e outros tantos...atualmente as letras são tão vazias...tão pobres...claro, adoro alguns cantores mais recentes,mas não se fabrica mais músicas como antigamente...estava falando isso com a minha mãe sobre isso nesse último especial que a globo fez!
Quanto a cortar o cabelo...bem, q vc não dá um corte e não diminui tanto no tamanho...o problema muitas vezes não é o comprimento, e sim o tipo de corte, se fizer algo legal, como um repicado, com um corte mais curto na frente, pode melhorar!!!
Ahh, quanto ao baile...se quiser ajuda, rs estamos ai, afinal, já passei por corre-corre umas4 vezes...2 na Aman, minha formatura do terceiro ano e da facul...rsrs...e agora acabei a maratona agora, pois o meu amor se forma semana que vem na escola de equitação...então, mais um baile!rs..Ahh equanto ao seriado, está ótimo...eu sempre que posso dou uma entradinha para ler ou ver se já tem algo novo por lá, enquanto alterno procurando apartamento!!

Li disse...

Obrigada pelo conselho meninas.
Ele já é repicado na frente.
Mas minha mãe (que já foi cabelereira) fica me enchendo, dizendo que tá muito comprido atrás, que subir um pouco vai dar mais vida! afff... vamos ver no que vai dar rsrs.
beijocas!!!