19/10/2007

Querer que pode virar desquerer



Olhar o álbum do orkut alheio. Não, não é uma coisa que eu faça. Não por qualquer causa filosófica, sociológica, um estado de espírito maior... É pura falta de saco! Mas estava eu hoje em uma comunidade e vi uma foto de um casamento com teto de aço. É irresistível. Tive que entrar no perfil e ver as imagens. Lindo, perfeito. O rosto dos dois diante do padre. O noivo beijando a mão da sua magnânima futura esposa. É tão... Não tem palavras.

Ai me bateu uma tristeza. Como pode meu coração viver do avesso dos ponteiros? Ele muda em questão de segundos! Não sei, um medo de que não chegue até lá. E o próprio medo traz nas costas uma mochila com vários outros sentimentos: “Será que sou amada tanto assim? Será que vai querer fazer isso comigo um dia, será...” Stop! Nada de inseguranças, Li Mendi! –briguei comigo mesma, senão, não sei onde isso descambar.

Eu sei, eu sei, eu sei (*voz enfadonha e arrastada*)... Eu canso de ouvir “eu te amo”, “você é tudo”... Mas também isso não significa nada, quero dizer, significa tudo, óh, God, que texto mais incompreensível! É total falta de inspiração ou estou desaprendendo a escrever?! Stop, Li Mendi! Você só está com sono ainda, acabou de acordar. Seu coração está com um ligeiro fog pela saudade.

Eu estava tentando dizer que já vi tantas pessoas dizerem eu te amo depois de anos, de... bodas (!) e darem um tchau para seu parceiro. Vemos aí em toda esquina. (Não digam: “Li, você está se contradizendo, já leu seus textos aí de baixo?!”. Ok, eu tenho meu dia de loucura, ta?!). Então, eu sou descrédula lá no fundinho do cantinho esquerdo do peito. Acho que é por isso que eu vivo cada dia, não gosto de pensar no amanhã, nem fazer planos, nem arquitetar demais sonhos. Simplesmente eles podem não acontecer. Tudo culpa do grande monte Everest de decepções que já me fizeram passar.

Aquela foto me lembrou de um sonho e me fez pensar também que ele “po-de” nunca chegar. Que “po-de” demorar tanto que eu canse. Que “po-de” parecer que jamais vai acontecer e eu perca a vontade, como a roupa que se gasta com o tempo. Que “po-de” de tanto “querer” virar um “desquerer”.

Agora eu entendo porque vivo cada dia, sofro menos. Esqueçam o texto acima. Hoje é hoje. Não importa amanhã. Vou começar a estudar, porque está difícil mesmo. (Digo, a matéria, a vida também... Ahhhh. Forget it all!)

Fonte= Imagem (Foi só para manter o humor em alta, ainda não estou assim! rs)

*P.S: Ontem, estava pensando em acabar com o blog. Quero dizer, deixá-lo de lado. Perdi a vontade. Mas aí pensei: "Onde é que eu escreveria todas as minhas minhocas, minhas nêuras, abobrinhas e...? Não, não, ainda não. Lets go!

Estou ouvindo aqui uma música do novo disco do cantor e pianista Andy Bey. Chama-se "Ain't necessarily so". O disco é um registro de uma apresentação dele no Birdland, em 1997, acompanhado por Kenny e Peter Washington. Amo muitoooo a delicadeza da música. Traz a paz que eu preciso!Meu irmão faz careta e diz: "Onde você acha essas "coisas". Outra pessoa... diz "Coisa de velho" e não sabe o quanto me deprime com isso... Ninguém precisa gostar de Jazz, nem Blues, certo?! Mas eu gosto, ora, bolas! Que eles escutem o metálica deles e me deixem com o piano. Cada alma sabe do que tem sede!
(*ouvir aqui*)

Li Mendi
(www.escritorali.blogspot.com) *novo visual*

4 comentários:

Anônimo disse...

Tive isto semana passada.. ia escrever tudo: o que me fez pensar tanto nisto, o que me levou a querer tanto mas não consegui...
Acredite, vc não e a única ue passou por isto. Nem se preocupe, que vc não será tomada como louca ou neurótica, somos mulheres, te entendemos! :D

luana disse...

com certeza concordo com o comentário da anônima, todas nós temos nossos momentos de completa insanidade, daqueles que dá vontade de jogar a toalha e entregar os pontos....
Aí vêm à noite, dormimos , acalmamos a alma e tudo volta aos eixos e até sorrimos de tudo que pensamos....
Força !
Estamos aqui com vc..
Muitos beijos nesse coração lindo
Luana

Lucy disse...

Ah, é bom mesmo aprender com o passado, viver o presente e planejar o futuro. De maneira que nenhum deles monopolize a sua atenção. =)

Eu gosto de pensar no que vou fazer e tudo, mas não quero ficar pensando demais porque eu gosto muito de planejar e acabo não agindo. Tenho que consertar isso em mim. E também, não quero ficar tão preocupada assim, afinal, não depende só de mim a decisão.

Hoje, eu lido muito bem com os impasses da vida. Não ligo mesmo. Eu vejo o que está diante de mim e caminho. Claro que tenho medo, inseguranças e coisas semelhantes, mas não deixo que isso me impeça de querer ousar e fazer. (rsss) Infelizmente, eu animo e desanimo muito fácil. tenho variações rápidas de empolgação... isso é muito ruim. Mas, eu vou melhorar. =)

Gostei muito do texto, Lili! Gosto quando você escreve mais livre assim. Com muito sentimento, com muita emoção, não ligando pro que vai sair da sua mente.

danuta_aguiar disse...

Li...miga linda!!!
Não deixe o blog de lado não!!! É muito bom poder compartilhá-lo contigo.
A vida é assim mesmo, cheia de altos e baixos, empolgações e enfados...o segredo da felicidade é tentarmos administrar isso da melhor forma possível, manter a balança equilibrada, pois, segundo um ditado popular, depois da tempestade sempre vem a bonança!!
Bjinhossss