22/10/2007

Papai de papelão

Não esbarra em mim! (Dou um gritinho e levanto as mãos no ar, fazendo um campo de proteção para as minhas unhas dos pés, quase um firewall.) Aí você pode rir: “Borrar o quê, se está pintando de incolor?”. Pois é, vai se entender as mulheres. É que não é fácil ser eu, quero dizer, nós! Somos esquisitas, mas, na verdade, é do gênero humano. Ontem, estava me ligando em como faço coisas bisonhas. Toda vez que cai um objeto no chão, eu abaixo o volume do som para procurá-lo. Sem sentido isso! (espantoso!). E por que eu coço, às vezes, a orelha direita com a mão esquerda por cima da cabeça? (Será que eu preciso de tratamento?) E veja que geralmente este “mal” me acomete quando estou reflexiva.

Mas não é sobre isso que estou pensando enquanto toca Everything do Michael Bublé (Que voz é essa? Arrepia o cabelo da nuca!). Não vou começar uma teoria sobre esmaltes, pode continuar lendo o texto com estímulo!

Meu pensamento estava em um menininho chamado Ashton Gardner de 6 anos. Ele mora em Ellsworth, nos EUA. Imagine que o pimpolho brinca no parquinho com a companhia do seu pai. E, no almoço, o pai dele também está ao seu lado à mesa. Ao dormir, ele não larga o pai que fica ao lado da sua cama o tempo todo! Mas seu pai é só uma foto. É seu papai de papelão (Daddy Flat – literalmente seria “Pai achatado”).

Parece um folclore, mas não é! Existem mais de 3.940 pais de papelão que já foram distribuídos gratuitamente por Elaine Dumler. Em 2003, ela entrevistava algumas famílias para escrever um livro de auto-ajuda direcionado aos parentes daqueles que foram servir na Guerra do Iraque, quando ouviu de uma mãe que temia que sua filha de 1 ano não lembrasse do rosto do pai. Para resolver a questão, a mãe resolveu imprimir uma foto do marido fardado em tamanho real e colou-a em um papelão recortado, que resultou em um “boneco” parecido àqueles cartazes de filme no cinema. Elaine, então, investiu na idéia e hoje tem um site para distribuir os “Flat Daddy”, como esses que o menino Ashton ganhou.

Parece triste, dá um nó na garganta, mas... a garotinha que primeiro teve seu Flat Daddy reconheceu o pai quando este saiu do avião e correu de braços abertos para o reencontro com aquele que agora era de carne e osso. O pequeno Ashton Gardner, de quem falei anteriormente, também espera o mesmo um dia.

Por causa disso, as mulheres que têm filhos de militares seriam as únicas a temerem a “falta de um pai” para seus pequenos? Claro que não. Há muito mais crianças por aí com pais ausentes. Aqueles pais que chegam em casa e vão ficar mais perto do William Bonner e da Fátima Bernardes, que querem ouvir o Galvão, que vão ler seus relatórios de trabalho no computador, que vão fazer as suas coisas e mal percebem o filho no quarto ao lado. A criança pode se tornar um assassino, um bandido ou... um gênio, um grande artista e... o pai? “Não sabia”.

Mas, volto a pensar no motivo que afastou essas crianças de seus pais. A guerra. Hoje, a guerra é feita não para manter a paz, mas para manter a guerra. Guerra dá dinheiro, move uma grande indústria de destruição e outra de construção civil para reconstrução. Enquanto isso, as crianças almoçam com seu pai de papel à mesa.

Frase de Hugo Chávez: “Se a oligarquia boliviana derrubar Evo Morales ou assassiná-lo, saibam vocês, oligarcas da Bolívia, que não vamos ficar de braços cruzados. Tenham muito cuidado, porque não seria o Vietnã das idéias, seria o Vietnã das metralhadoras, o Vietnã da guerra”.

O mundo está cada vez mais embrutecido e, contraditoriamente, as pessoas mais passivas aqui no Brasil. Há muitos de nós que vivem a “ignorância pluralística”, termo usado por Floyd Alport, em 1924, segundo o qual, o cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que acha correto fazer. “Se os outros não fazem, para que eu vou fazer?”. Começa com situações simples: alguém fura a fila na sua frente. Chega dando um tapinha nas costas do amigo, começa a conversar e entra na fila. Ninguém reclamou e você fez o mesmo por puro comodismo e consonância com o coletivo.

Essa semana, a Revista Época (22/10/07) abordou o estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Iglesias começou a formular teorias sobre por que o brasileiro não reclama e age em prol de sua insatisfação. Olha que interessante o que descobriu: a “cultura do silêncio” acontece em outros países como Portugal, Espanha e Itália porque nestes também impera o coletivismo. Já em certos países europeus, EUA e Argentina, a sociedade é mais individualista e, por isso, tem a auto-referência. E aí, me diz, você é tipicamente brasileiro ou nasceu no lugar errado? rs.

Bom, unhas feitas. Agora toca “Never Too Late” do Three Days Grace. Comendo um pouco de leite condensado com a colher e balançando a cabeça para os lados, já no ritmo de “Kiss me” da Avril Lavigne. Falando em beijo, ôoh falta. Saudade do meu amor que está "lonjão" para caralho. Você já reparou como palavrão é uma coisa que expressa muito bem o que sentimos, às vezes? Eis que eu morri de rir com um vídeo sobre o uso de palavrões da peça "Nós na Fita" que a minha amiga Lucy me indicou.

Rimos muuuuito juntas! Aliás, apesar do mundo estar quase perdido, eu aqui "sem" namorado e ainda comendo leite condesado (faltando um mês para entrar no vestido do baile de formatura), a Lu seeeempre manda e-mails divertidos para me fazer morrer de rir e salvar meu dia. O último me deixou de barriga doendo! Rir emagrece? Espero! Termino aqui com o vídeo e o texto sobre depilação masculina muito hilários! Ahhh, quanto aos palavrões e o vocabulário da crônica, não se espante. Se você padece de falsos pudores, não leia, ok?




Depilação: Não Misture o Universo da Mulher e do Homem
(Danilo Wendeu)

Estava eu assistindo Tv numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".

Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia:

-Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles! ! ! !

Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça. Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria. . . Coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.

Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para Tv, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações que só acordei quando escutei o beep do microondas.

Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaços de plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente. Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.

Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o acesso a zona do agrião. Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!

O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "Sou o próximo da fila"!

Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.

Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viagem.

Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Tailândia, na China ou pela Internet mesmo. Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino. Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro Putaqueopariu quase falado letra por letra.

Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera. Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos e que precisava passar de novo. Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!

Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro. Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.

Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: Faz merda atrás de merda. Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos. Foi como se tivesse passado molho de pimenta. Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.

Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrasco mandando eu entregar o presidente da revolução.

Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer. "Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.

23: 58 (1½ Horas atrás)

Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!

Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.

No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros. Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.

Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos. E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.

Resultado:

Certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres.

Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino."



*****

Fonte= Imagem 1,2,3 e 4

Finalmente, no último capítulo da monografia! Ufa! Falta agora introdução, conclusão e fazer uma revisão com olhos de lupa! Paralelo a essa agonia, vou ter que correr atrás do vestido do baile. Que cor? Sugestões aceitas!

Li Mendi

7 comentários:

Lucy disse...

É isso aííííííí!!! A gente se diverte pra caramba, apesar dos pesares!!! \o/

Gente, que história louca essa dos pais de papelão!!! Dá um nó na garganta, mesmo!!! =(

Li, uma beijoca bem grande pra você!!! \o/ E vamos continuar a diversão!!!

titta_* disse...

Eu aqui!! =)

realmente, Lucy! Muito louco esses pais de papelão. é muito triste =(
Mas tb é muito interessante,né?! o modo como só o estimulo da img cria um vinculo pros bebês..

..e esse texto?! muito hilário! kkkkkkkkkkkk... **o vídeo eu não vi q nesse pc ta sem multimidia. comento depois!


bjo,Garotas =******

Lívia disse...

Nossa, loucura mesmo os papais de papelão.. e qdo a criança cresce e vê que não é o papai que tá alí?

Será que acompanham psicologicamente essas crianças?!

E a depilação masculina é boa mesmo, eu já havia lido e ri muito. Já leram Depilação Feminina? também é muito bom!!

gostei desse blog, muito divertido.

Ahh, Li, obrigada por seu comentário lá no meu... Vou correr sim, antes que as águas me levem de vez ;) hahahah..

Grande Beijo Li e Lucy.
Sucesso!

Nathália disse...

Eu nasci no lugar errado, arg!!

Louco esse texto dos pais de papelão, mas a gente não precisa ir tão longe, qndo os pais passam 15, 20 dias no campo é difícil pras crianças pequenas entenderem a noção do tempo, qndo o pai volta e pq os pais dos colegas da escola não somem tb, rsrs, É dificil...

No mais, só as risadas com o vídeo e o texto da depilação!! Ah postem a feminina tb

Bjks mininas

Ana Carolina disse...

Tá tão bonito aqui li!!Mas essa da depilação..hilária!!!rsrsrsrs...quanto ao vestido, se quer uma sugestão...cores escuras, com brilho no busto, ou algum detalhe bonito...bem, se quer uma dica de loja, tem uma no norteshopping onde comprei meu vestido de formatura...fica perto da renner...tem vestidos não tão caros, mas uns bem bonitos...
Beijos!!

Blog amor disse...

Ah é lá mesmo que eu vou comprar!!!
rs
Beijocas

Laine disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!
Excelente Li!!!
To chorando de rir!! kkkkkkkkk! Minha barriga ja ta doendo, kkkkkkk!!!
;*